O que aprendi sobre a vida adulta com 20 anos?

 

    A idade chega e com elas chegam responsabilidades. 20 Anos parece muita coisa, no entanto, contar que 18 anos destes foram vividos sem maturidade, pensamento crítico e sem acompanhamento de vida maduro... é algo a se pensar.

 Oi! Meu nome é Joni.

    E hoje darei um parecer pessoal e introspectivo sobre a minha perspectiva da vida adulta chegando aos 20 anos de idade sendo um jovem periférico no meio acadêmico. Antes de mais nada, gostaria de salientar a importância do reconhecimento do seu lugar de fala enquanto indivíduo pensante. Com isso, sendo explícito, quero dizer que: Entenda e enxergue o seu lugar a partir destas reflexões, não o faça verdade, o faça perguntas. Dito isso, vamos.

    Um dos principais pontos que sempre me chamaram atenção e apuraram meu questionamento é a maturidade. De antemão, posso afirmar: A maturidade é diretamente proporcional ao quanto você enxerga o mundo de maneira crítica. Ou seja, não se faz atrelada à idade, posição acadêmica ou quaisquer outras questões que você possa pensar. Infelizmente o "mundo adulto" se faz muito imaturo na maioria das vezes, e de diferentes formas.

    A maturidade emocional pouco se fala pois existem indivíduos aos quais não tratam deste tema em público, mas não é necessariamente sobre isso. O tema está mais a fundo das relações sociais que se formam em torno deste meio. Por mais que o emocional seja individual, e portanto exclusivo, é importante entender que vivemos em uma SOCIEDADE, e ela, por conseguinte, formada por indivíduos. O impacto que o seu conhecimento/inteligência emocional está de acordo com a vida, atrapalha ou ajuda suas relações, fragiliza ou fortalece elas. E isso em todos os aspectos (ex: Românticos, Relações de Trabalho etc.). Ter forte consciência e inteligência emocional é entender que um comentário em ambiente de trabalho pode ser ruim, mas a recorrência do mesmo pode transparecer incômodos ou preconceitos (semanticamente falando).

    Mas, mesmo entendendo esses conceitos e os trabalhando, é sempre real exemplificar que: "Ninguém se importa com você". Não trazendo aqui um sentimento de tristeza com a vida, mas é no sentido mais literal da coisa. As pessoas vão ter as suas próprias vidas, momentos e questões, amizades (sejam elas de trabalho ou não) não conseguirão te assegurar de quaisquer formas. Entrar no mundo adulto é entender que o seu problema é exclusivamente seu e a única pessoa ao qual você pode comunicá-los seria uma psicóloga. Infelizmente não há empatia em 90% dos ambientes constituintes da sociedade, e a maioria das pessoas não tem o privilégio de ter problemas ou adversidades. Questões mentais não serão levadas em consideração, o mundo não mudou.

    Além disso tudo, também é extremamente importante entender que (muito provavelmente) os seus problemas mal resolvidos são exclusividade sua. É ÓBVIO que existem outras coisas que influenciam o nosso modo de vida e o entendimento com a realidade (AKA: Capitalismo), mas são coisas que, no momento, não temos poder de mudança. A cruel realidade do mundo NOS FORÇA a ter uma falha sistêmica no que tange nosso ego e individualidade. É o quebrar da carapaça íntima e a aceitação da armadura ultrarresistente pra não sucumbir a podridão e tristeza do mundo que nos rodeia.

    Complemento que, a todo momento, nos fazem esquecer que somos o que somos. Não individualmente, mas da máquina que nos cerca intrinsecamente: O corpo. Cheguei a um momento de vida que preciso abdicar de relações de trabalho e quaisquer outras para entender que minhas engrenagens precisam de graxa e minhas peças repostas. Nossa geração está sendo corroída pelo sistema tecnológico, político, acadêmico e social, e se não cuidarmos do que é nosso, não chegaremos nem aos 50 anos.

     Não busque, também, gratidão das pessoas aos quais você protege ou ajuda, muito provavelmente esse sentimento nunca é retribuído. E a culpa dessa expectativa é absolutamente sua. Não faça o mal, faça o bem, mas faça sem exigir nada de ninguém. As pessoas não vão aplaudir você por fazer nada bom, ou passar a mão na sua cabeça por um grande feito, o mais provável é simplesmente ignorarem. A vida tá mais pra uma sitcom do que o filme do Superman. 

    Muitas coisas na vida vão te frustrar, mas busque conforto naquilo que te faz bem de verdade. Não invente muito e siga no feijão com arroz. Faça o que quer fazer, não viva a pouca vida que tem pelos outros. Não seja inconformado, GRITE e se posicione ao absurdo. Não ligue para opinião alheia, ninguém vai lembrar disso.

     E no mais, axé. 
 


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