Quem sou? Te digo!

 Há um tempo que eu me perguntei quem eu era. Essa resposta sempre foi muito difícil de ser respondida. Hoje em dia ainda é, mas parece como eu tivesse dicas desse quebra-cabeça. No fundo, e por cima, eu sou quem eu quero ser.

Eu sou compassivo, eu sou paciente, eu sou o melhor amigo que posso ser, eu sou o melhor namorado que eu posso ser, eu sou a minha versão MAIS frágil, mas ao mesmo tempo mais verdadeira de si.

O que pode ser difícil de se lidar. Difícil como a vida, tudo é assim. Mas quando se trata do ser, é o triplo do que deveria.

Eu gosto de: Jogos, plantas, músicas calmas, desenhar pessoas, feminilidade, calmaria, paz, desencantos e bons encontros. Eu odeio: Desrespeito, barulho, situações ruins, crescimento forçado. Essas são palavras de alma, que surgem sem muito pensar, representam meu estado de consciência, mas, parte de mim.

Ao transmutar o efêmero no sólido e protagonizar uma estrutura modelo, é fácil conceber as minhas falhas e minhas qualidades. Os sentimentos ruins facilmente acabam com a alma e sujam sua fragilidade, te tornando o pior de si.

Seu trabalho, portanto, é limpar-se. Limpar-se de si mesmo e então o encher do "Bom eu". Apenas você conseguirá ditar os caminhos e rumos que tomará.

O "eu" então é, nada mais, que uma boa carapaça de mármore lapidada com suas próprias ferramentas e posta em lugares que apenas você conhece.

Não sucumba para o mal sentimento e a má presença.

Acima de tudo, SEJA.

Seja quem verdadeiramente é, e não tenha vergonha de ser quem você deve ser.

Aos que se incomodam com esse fato, tenho como lhe reconfortar que não há noite seguida que se lembrem de você. Seja bom ou ruim, como queira.

A liberdade de se desejar, se explorar, se fantasiar, se querer, se encontrar, se transmutar no mais puro desejo, o mais sincero grito de vitória ao encantamento e restauração da sua alma.

 

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