As MULHERES estão MORRENDO e você não se IMPORTA

Entre diversas coisas que eu aprendi como estudante universitário, foi o formato que tem à sua vontade. Quando você deseja algo, sente algo ou vive algo de maneira realmente sentimental, seu âmago se contorce. Já conheci diversos jovens frutos de brigadas populares, ações de tomada territorial e de briga feminista. A questão que envolve o título da postagem é justamente essa: Não é um domingo, um jogo, um estudo, um sono que tira a vontade de uma pessoa que tem FORÇA de lutar por isso. Ações no CENTRO DO RIO no DOMINGO às 5 da manhã?! Sem problemas, o propósito é infinitamente maior que tudo.

Pra nós, não. E é CLARO que eu me incluo nisso, já que, mesmo me considerando uma pessoa comunista, existem questões pessoais que sobrepoem qualquer tipo de valor de propósito popular. Antes de qualquer coisa, pensamos em si próprios. E o ponto crucial desse pensamento é a resolução seguinte:

ISSO É PROJETO DE GOVERNO.

Eu tenho certeza que você (literalmente) não se importa com a morte de mulheres ao redor do Brasil e do mundo, mas a questão não é essa. Você é literalmente forçado a ser uma peça vazia. Se você pensar um pouco: "2 Horas pra ir pro trabalho/faculdade + 5 Horas de trabalho + 3 de Estudo + 2 Horas pra voltar" = 12 Horas do seu dia dedicadas `a um sistema que NÃO te recompensa o suficiente por isso.

Na verdade, qualquer ato que ULTRAPASSE mais que 50% da sua vida em um propósito menor que o de crescimento pessoal, é abusivo. Além da contagem de horas do trabalho, podemos adicionar, claro: Altos niveís de cortisol devido à exposição ao stress na internet, Cansaço mental advindo de um núcleo familiar turbulento ou outras milhões de questões psicológicas que temos na nossa vida.

Nós somos moldados à simplesmente não nos importarmos com tudo que é PERIGOSO para nós. Seja a alta taxa de feminicídio, seja as guerras ao redor do globo, seja o sequestro de presidentes em plena luz do dia, seja o avanço alastrado e irresponsável das inteligências artificiais, seja o mundo entrando numa crise climática... e antes que eu possa continuar à enumerar, SIM! Tudo isso ao mesmo tempo.

Aprendemos à olhar pra uma notícia na TV no horário de almoço e achar normal, seja ela: "Mais uma mulher morre estuprada e esfaqueada por marido ciumento" ou "Chacina policial mata mais de 100 civis em uma operação no Rio de Janeiro.". O descontentamento e a quebra da razão que um dia existiu, nesse momento viram um suspiro seguido de um: "que merda...". Como se, a primeira vista, fosse normal ou cotidiano.

A mais brutal forma de amobilização da sociedade: A indiferença. Já parou pra perceber isso? Você ve uma notícia de uma criança com transtorno do espectro autista sendo estuprada com a falsa ideia de que seria ajudada e no DIA SEGUINTE parece que isso não existiu. Já parou pra perceber como as vezes você pula notícias pesadas ou violentas com o seguinte pensamento: "Minha mente ta ruim demais pra eu ficar vendo essas coisas". Esses e outros momentos tornam o que nossa socieade é hoje: Individual, Ignorante e Desprendida de relações sociais AMOROSAS (seja de amizade, familia ou paixão).


E até onde isso vai? Fica o questionamento.

 

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